quarta-feira, 4 de maio de 2011
E se...
Imagine só, eu e você junto nesse agora. Eu ficaria histérica a cada ligação não atendida, imaginaria mil e duas coisas sobre os telefonemas nos quais você se recusa a atender em minha frente, das piadinhas internas dos seus amigos sobre coisas que me enlouquecem e deixam minha imaginação correr solta. Minha imaginação é tão cruel comigo quanto os seus atos, ou até pior. Eu me ferindo e você sorrindo, como se nada houvesse mudado. Viria almoçar aos domingos e me faria uns cafunés enquanto passavam filmes antigos nesta mesma TV. Já na segunda-feira os telefonemas seriam mais curtos, as mensagens não chegariam nem a ser digitadas, quisá enviadas. Durante a semana nos evitaríamos por orgulho, ou por seus joguinhos. De repente, no sábado a noite, chegaria uma mensagem de um borracho que saiu com os amigos para farrear e esquecer os problemas do relacionamento dizendo que me ama e que preferia estar comigo mais do que qualquer outra coisa. E me faltaria coragem para dizer o que havia ensaiado por toda a semana, o que eu realmente sentia, por medo de te perder. Ainda bem que, já faz algum tempo, eu me escolhi ao invés de esperar para que você me escolhesse.
