quinta-feira, 12 de maio de 2011
Desejaria mais o que se eu tivesse um sonho quase realizado, uma casa pequena a beira mar para que eu pudesse acordar e por os pés na areia, um dia de sol e risos completos, alguém que me desse a mão e susurrasse "eu estou aqui!", lareira e chocolate quente, frio com sol, festivais de sorvete, noites com suas camisetas de banda, café na cama, chegadas e partidas, viagens, sexta-feira de compras, livros maravilhosos e intermináveis, sonhos doces, chocolate, surpresas, séries na TV e as amigas na cama, lista de planos riscada e domingos de você, sofá, filme e futebol?
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Teatro
Essa foi provavelmente a primeira vez eu te fiz chorar. Chorar de mágoa, chorar de medo, chorar de compaixão. Não é como se a culpa fosse sua, mas eu sei que ela também não é minha. Por muito tempo eu achei que essa culpa fosse só minha, sofrendo sozinha e hoje eu vi que não é certo tudo o que eu tenho passado. Não é normal tão quanto eu achei que fora. Continuar a carregar toda a culpa é adiar todo o sofrimento, é não enfrentar o problema de frente. Eu cansei de me esquivar. Cansei de chamar pelo seu nome e você achar tudo muito dramático, ensaiado. Mais do que normal, era normalíssimo. As vezes o normal é mais anormal do que o diferente. Águas passadas não movem moinhos. Máguas passadas movem milhões de moinhos.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
E se...
Imagine só, eu e você junto nesse agora. Eu ficaria histérica a cada ligação não atendida, imaginaria mil e duas coisas sobre os telefonemas nos quais você se recusa a atender em minha frente, das piadinhas internas dos seus amigos sobre coisas que me enlouquecem e deixam minha imaginação correr solta. Minha imaginação é tão cruel comigo quanto os seus atos, ou até pior. Eu me ferindo e você sorrindo, como se nada houvesse mudado. Viria almoçar aos domingos e me faria uns cafunés enquanto passavam filmes antigos nesta mesma TV. Já na segunda-feira os telefonemas seriam mais curtos, as mensagens não chegariam nem a ser digitadas, quisá enviadas. Durante a semana nos evitaríamos por orgulho, ou por seus joguinhos. De repente, no sábado a noite, chegaria uma mensagem de um borracho que saiu com os amigos para farrear e esquecer os problemas do relacionamento dizendo que me ama e que preferia estar comigo mais do que qualquer outra coisa. E me faltaria coragem para dizer o que havia ensaiado por toda a semana, o que eu realmente sentia, por medo de te perder. Ainda bem que, já faz algum tempo, eu me escolhi ao invés de esperar para que você me escolhesse.
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