segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Não precisa ter conta sanguinea.

Ao pensar em você deitado no sofá meu coração dói, eu estou prestes a te perder. Sinto que daqui a alguns dias eu vou bater na porta do seu quarto e ao abrir não verei sombras suas.

Ontem eu não suportaria ficar ao seu lado. Eu odiava tudo o que você gostava, e se gostava eu fazia todo um drama para que você por pura pressão me cedesse espaço dentre todos os seus amigos.
A menininha cresceu junto aos seus insuportáveis amigos e começou a ganhar forças, então começaram as brigas. Para você eu era toda errada: se desistia era fraca, se proseguia era chata, ao me misturar era falsa e ao me isolar estranha.
A: O que queres de mim?
I: Quero que seja gente!
Quanto mais cresciamos mais nos afastavamos. Você entrou na fase das garotas e eu continuei nas bonecas e videogames. Agora sem você. Continuavamos com todas as brigas, talvez mais frequentes do que antes. Eu, princesinha, sempre tive a razão na visão familiar, você explodia e guardava toda mágoa para a próxima briga.
A: Dele eu não desejo nada!
I: Dela eu não desejo nada!
Em algum momento as bonecas sumiram do meu quarto e me vi obrigada a assumir responsabilidades enquanto você fingia que não havia responsabilidades. Nós somos a prova viva de que a menina amadurece mais rápida que o menino. Eu me tornei novamente dependente de ti e passei a me descobrir mulher junto - até mais do que você desejava - dos seus amigos e de você. Agora as coisas corriam mais fáceis, as brigas raramente ocorrem e você é uma das poucas pessoas que realmente me conhecem. Era amor o que eu sentia, sempre fora, mas na minha percepção não passava de ódio por alguém que me tratava diferente do que eu era acostumada. Se por toda minha vida eu não fui sozinha foi porque você estivera comigo. No momento eu que suas responsabilidades surgiram você simplesmente as chutou, como se ninguém fosse cobra-las algum dia. Hoje eu cobro: cadê o herói que existia dentro de você?
O que eu quero de ti? Quero que sejas alguém!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

'E Finalmente eu, deixei de ter pena de mim por estar sem você e passei a ter pena de você por estar sem mim.'

Quando entrares em minha moradas verás coisas novas, mudei a decoração. As paredes são as mesmas mas resolvi mudar suas cores, os tons agora são mais pasteis, menos decorados, mais adultos. Os movéis também mudaram, ainda permanecem alguns quadros antigos nas paredes, desses eu não abro mão! No mural ainda restam algumas fotos antigas. Como ele mudou, ou será eu que mudei? Nós mudamos, mas ao invés de nos atrairmos passamos a nos repelir, como imas que possuem a mesma carga magnética.
Magnetismo contrario entre nós? Quem pudera imaginar. Você fazia questão de que eu fosse confidente, sincera e leal. Cresci tanto ao seu lado, tanto pelas feridas que me causou e voltou para curar como por ter você como anjo na minha vida. De anjo a demônio, que contradição.
Desejo-lhe o melhor agora, desde que não me venhas, outra vez, perdi perdão pelo mesmo erro. Cansei de avisar, de perdoar e de tentar persuadir alguém com uma personalidade tão maleável. Percebi que você não valia mais o que já valera, perdi meu tempo com você, perdi minha cabeça ao te dá um pedaço do meu coração e achar que tinha algo em troca. Mas mesmo assim, obrigada, você me ensinou que nada é para sempre.