terça-feira, 27 de setembro de 2011

Fogo e gasolina

E a casa esta cheia, a conversa alta, a televisão ligada e eu prefiro conversar com você. Tudo mudou tão rápido, ainda tô entorpecida com a velocidade que eu descobri que eu queria ser só sua. Como eu me prendi a alguém assim? Comigo não podia acontecer! O combinado era "não se apaixone" o não a gente perdeu em qual parte? Então eu fui mentindo pra mim de que era só brincadeira de amigo, carência de companhia e facilidade de não precisar de explicações. E passaram-se dois, três, oito meses e a gente continuava a se dar bem. Eu não havia enjoado de você!
- Vocês vão acabar namorando!
Diziam as más línguas. Não sou dessas menininhas que acreditam em amor real, eu escrevo para que eles existam de alguma forma em minha vida. Talvez eu não fosse, não queria ser, porque, agora, meu caros, eu não preciso mais de escrever para ter amor na vida!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Carta de um quase amor

E o papel continua em branco. As palavras não vem, nem vão. Estaticidade, comodidade. Estabilidade. Calma. Te devo por isso, obrigada! Como eu gosto dessa calma, dessa certeza de que é bom estar junto, de que tem alguém pra me ligar e falar “Boa noite, amor, dorme com Deus!”

Essa saudade gostosa que eu sinto, esse sorriso involuntário quando você diz que vem. Ai, diz que vem, diz que vem pro sol abrir aqui, o tempo anda feio desde que você se foi. A saudade espanta as nuvens, mas tem horas que elas voltam e eu penso “Poxa, amor, eu queria te ter aqui agora!” e você não mora na casa ao lado, na rua ao lado, na cidade ao lado. Pega seu cavalo, meu bem, vem me buscar do alto desse meu terceiro andar!

Pronto, te escrevi, pela primeira vez eu consegui te escrever, finalmente. Agora que você já sabe que eu sou quase sua princesa morrendo de saudade, dê um jeito de vir me buscar!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Wishilist

Quero sofá, chocolate e telefonemas. Engolir - nem que seja a seco - a minha rotina e pensar um pouco mais a frente. Desejo um pouco de vida na minha loucura, um pouco de amor na minha desordem, mais de você em nós e menos de nós em mim.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Sem ornatos nem enfeites.

Eu deveria esta dormindo, mas não. Prefiro ficar aqui, tentando me explicar porque não me contento com pouco mas não é necessário ser muito. Assim que eu encontro algo que me satisfaça, independente de qual maneira seja, eu - essa mesma, que não gosta de nada o suficiente, que não ama o suficiente, que não deseja o suficiente - tento agarra-lo o mais rápido possível. Tão raro quando algo me agrada. E foi assim, você agradou. Palavras doces embora não tivessem fundamento, mesmo assim eu adorava e, olha, não ter fundamento é uma falta gravíssima. Então por que você ainda é especial?
Simples, por medo de que nada mais me agrade eu aceito o pacote de defeitos que está em sua bagagem. Simples é uma ova, eu sempre gostei do complexo. A sonoridade, a escrita, as letras se harmonizam como se tivessem nascido para estarem ali, nesta ordem. Esse meu raciocínio me acompanha desde de menininha, eu sou complexa demais para não me apaixonar pelo complexo. E o cara certo é simples, expressões claras que acompanham palavras embasadas em um olhar encantador, já que trasparecem todo seu sentimento. Acompanha um coração de um moleque com atitudes de homem, perfume e sorrisos gostosos. Simples é uma ova, eu acabei de descrever qualquer homem pelo qual uma mulher se apaixona e, acredite, o simples corre deles. Por isso nos interessam, o simples simplesmente não tem vez.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Desejaria mais o que se eu tivesse um sonho quase realizado, uma casa pequena a beira mar para que eu pudesse acordar e por os pés na areia, um dia de sol e risos completos, alguém que me desse a mão e susurrasse "eu estou aqui!", lareira e chocolate quente, frio com sol, festivais de sorvete, noites com suas camisetas de banda, café na cama, chegadas e partidas, viagens, sexta-feira de compras, livros maravilhosos e intermináveis, sonhos doces, chocolate, surpresas, séries na TV e as amigas na cama, lista de planos riscada e domingos de você, sofá, filme e futebol?

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Teatro

Essa foi provavelmente a primeira vez eu te fiz chorar. Chorar de mágoa, chorar de medo, chorar de compaixão. Não é como se a culpa fosse sua, mas eu sei que ela também não é minha. Por muito tempo eu achei que essa culpa fosse só minha, sofrendo sozinha e hoje eu vi que não é certo tudo o que eu tenho passado. Não é normal tão quanto eu achei que fora. Continuar a carregar toda a culpa é adiar todo o sofrimento, é não enfrentar o problema de frente. Eu cansei de me esquivar. Cansei de chamar pelo seu nome e você achar tudo muito dramático, ensaiado. Mais do que normal, era normalíssimo. As vezes o normal é mais anormal do que o diferente. Águas passadas não movem moinhos. Máguas passadas movem milhões de moinhos.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

E se...

Imagine só, eu e você junto nesse agora. Eu ficaria histérica a cada ligação não atendida, imaginaria mil e duas coisas sobre os telefonemas nos quais você se recusa a atender em minha frente, das piadinhas internas dos seus amigos sobre coisas que me enlouquecem e deixam minha imaginação correr solta. Minha imaginação é tão cruel comigo quanto os seus atos, ou até pior. Eu me ferindo e você sorrindo, como se nada houvesse mudado. Viria almoçar aos domingos e me faria uns cafunés enquanto passavam filmes antigos nesta mesma TV. Já na segunda-feira os telefonemas seriam mais curtos, as mensagens não chegariam nem a ser digitadas, quisá enviadas. Durante a semana nos evitaríamos por orgulho, ou por seus joguinhos. De repente, no sábado a noite, chegaria uma mensagem de um borracho que saiu com os amigos para farrear e esquecer os problemas do relacionamento dizendo que me ama e que preferia estar comigo mais do que qualquer outra coisa. E me faltaria coragem para dizer o que havia ensaiado por toda a semana, o que eu realmente sentia, por medo de te perder. Ainda bem que, já faz algum tempo, eu me escolhi ao invés de esperar para que você me escolhesse.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Never let you go.

Tudo poderia ser mais simples. A nossa história poderia ter durado se eu tivesse usado as palavras certas, eu poderia ter aceitado convites que me levariam a ter outros ciclos sociais, poderia ter tido outros planos para o futuro que me obrigariam e trariam mais calma e certeza para minha vida. Mas não, eu escolhi que eu quero voar com minhas próprias asas e explorar o mundo. EU QUERO ALCANÇAR O MUNDO!
Entretanto eu também não quero perder o que eu tenho, as pessoas que me acompanharam por toda a vida fazem parte do meu plano futuro, mas e se elas não permanecerem? Eu não quero que esse tempo chegue e eu pense no quanto meus sonhos de adolescentes eram ilusórios, eu quero vive-los!
Quero controlar o destino, levantar ao cair, partir e voltar para minha casa. Voltar para o lugar onde se encontram as pessoas de hoje e sempre e pensar "Se esse não fosse meu sonho eu nunca mais partiria!" E, ao ter de partir novamente, ter a certeza de que eu vou voltar para casa e essas pessoas continuarão a me esperar, sem laços estreitados e, ao telefonar-me, ao fim das ligações, dirão "Promete que nos veremos logo?"

terça-feira, 5 de abril de 2011

Eu sei que vai valer a pena!

Faz um tempo que minha inspiração não dava as caras. Eu não me permitia sofrer, amar e me tornar amável. Pois bem, ela veio. Ou melhor, elas vieram. Estou amando, sofrendo e tentando alçar vôo. São tantos sentimentos que me confundo nos meus próprios pensamentos. Ao chorar não sei mais pelo que choro, não consigo desassociar qual dor esta me fazendo sofrer naquele momento e resolvo sofrer por tudo.
Tô sentindo saudade, um aperto no peito, vontade de chutar tudo para um lugar muito longe, mas, ao mesmo tempo, eu te quero lá longe, eu quero permanecer e ajudar, eu sinto meu peito vazio. Talvez eu surte.
Se você, futura eu, quiser aparecer por aqui pra me mandar a receitinha pra esses problemas eu ficaria grata. Pronto, surtei!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Com H!

Sei que se for pra me julgar provavelmente me enquadro dentro das mulherezinhas, aquela que se preocupa se a unha tá bem feita, em sair de casa com uma roupa que a favoreça, em ter um cabelo arumado e sem frizz. Eu sou mulherzinha sim, mas mandar alguém tomar no cu de vez em quando e quebrar as unhas faz parte, não é? =)

sexta-feira, 4 de março de 2011

Faz falta

Ao me observar ainda falta algo, uma parte minha que não me pertence, um certo tipo de sorriso não dá as caras por aqui a algum tempo. Falta alguma coisa da qual eu não quero me lembrar o que é. Infelizmente lutar contra o amor não é sinonimo de que ele não voltará.