domingo, 25 de outubro de 2009

Agora que eu venci minha dor.

Quando nós perdemos algo cria-se naturalmente uma certa repulsão há qualquer coisa que te cause nostalgia. Junto da mesma vem a dor, o medo, a insegurança, parece que o mundo quer te mostrar que você perdeu. Alguém foi mais esperto que você ou mais sortudo, na verdade a causa não importa, quando perde-se perde, e não me lembro de dois significados para essa palavra.
A ferida que fica doí, doí muito, não dá para se medir dor mas a sua sempre será a maior. Não importa se sua unha quebrou e você quer comparar com a perda de toda a familia da sua amiga, ninguém sabe o quanto sua unha significa, não é mesmo? Espero que ninguém nunca faça essa comparação, mas foi tudo que eu consegui pensar agora. Os dias passam como se fossem donos de duas mil horas, a cada passo você tenta se libertar e não consegue, pede a Deus, suplica, implora, apela para pulseirinhas do bonfins, aparecida do norte, frequenta rezadeiras... mas nada irá sanar o vazio que ficou aí dentro.
Passa um, dois.. cinco meses e nesse tempo o que te resta são lembranças que te deixam tristes mas não possuem mais aquele efeito estrondoso que causava. De repente um dia, após todo esse tempo convivendo com sua dor, você começa a enxergar que perder faz parte da vida, que algum proposito existia dentro de todo esse contexto, começa a se lembrar das coisas com um sorriso no rosto, mesmo que seja um sorriso amarelo estará sorrindo, e começa a procurar novos sonhos, novos desejos, novas paixões, novos carinhos.. até mesmo uma nova manicure, melhor dessa vez, please.
Depois de um ano parece que nunca houve um buraco dentro de ti, que não aconteceu qualquer decepção, que leva a vida como sempre viveu. Num dia feliz, aparentemente normal, você se depara com uma nova perda e tudo volta a ser como antes.
O segredo para não haver grandes decepções, porque acho que decepções sempre existiram, você tem que saber mesmo que tudo o que você possui um dia irá te abandonar, talvez isso sirva como um conforto. Ah, lembre-se, mesmo que você perca mil coisas sempre haverá alguém que lhe dará um abraço abertado, um ombro amigo, se esse alguém não existir na sua vida escolha perder tudo e possui-lo, ele vale mais do que qualquer diamante existente!

sábado, 17 de outubro de 2009

Vida Alheia.

Já haviam me falado do quanto é complicado tentar ser feliz sem se preocupar com os outros mas ultimamente eu tenho visto que não há problema em quem é julgado e sim em quem julga. O problema, querida, pergunta pra Deus! Talvez seja algum desvio psicologico mas eu creio mesmo que seja um desvio de carater, de falta de vergonha na cara. Aquela velha questão se encaixa perfeitamente nessa temática quem não tem teto de vidro que atire a primeira pedra.
A hipotese de inveja é um pouco descartavel mas a de medroso é facilmente aceitavel. Alguem consegue viver muito bem mesmo com pessoas ridiculas especulando falsos sobre ela, isso não é pra qualquer um, tem que ser corajoso, e coragem, é um adjetivo admiravel. Relacionado a inveja pode ser que se incomodem tanto com a felicidade das pessoas que necessitam atingi-lás para vê se se sentem bem. Sabem o que eu adoro nisso tudo? Quem quer fuder sempre se fode! ;)